Publicado por: Foca | Maio 13, 2008

Bolsa de Mulher – Uma história pra contar

Segundo encontro no teatro

A peça “Flores Brancas”, que estreou em São Paulo no último dia 5 de abril, fala – de forma delicada e natural – sobre o amor que nasce entre duas mulheres e as angústias e medos que as afligem antes do segundo encontro, mostrando que esse momento faz bater mais forte o coração de qualquer pessoa, independentemente de idade, raça, religião ou gênero.

O autor, João Fábio Cabral, esclarece que “na peça, o primeiro encontro despertou aquele encanto natural, o brilho, e o desconforto da situação. Antes mesmo do segundo encontro, as duas personagens têm um contato através da internet, que as deixa mais livres, mais à vontade para dizer o que sentem – situação muito normal hoje em dia. O segundo encontro, real e sem ‘subterfúgios’, desencadeia diversas situações emocionais, porque existe mais que encanto, e também o desejo, além do medo de não serem correspondidas e, ao mesmo tempo, a certeza de terem encontrado a pessoa certa, mesmo que ainda exista aquela dúvida de arriscar. Isso acontece muito naturalmente na peça, e acho que na vida também, não é?”, indaga.

E não é apenas pelo fato de serem duas mulheres que há tanta hesitação. Segundo Cabral, “isso pode acontecer com qualquer casal, mas é claro que, tratando-se de duas pessoas do mesmo sexo, a questão torna-se um pouco mais delicada, ainda mais devido à essência feminina. Penso que por causa disso, o cuidado com o andamento do relacionamento é maior”, opina.

O que acontece no segundo encontro de Luisa (Zeza Mota) e Vitória (Luciana Caruso)? Ah, isso o autor não conta, prefere manter o clima de suspense, mas garante que as duas personagens conseguem transpor todo o medo e a timidez “com muita categoria e sofisticação”. Talvez o espetáculo sirva de inspiração para casais que também estão passando por esse momento angustiante, porém encantador e inesquecível do segundo encontro. “Mais que levar o relacionamento adiante, a peça mostra que o amor existe de verdade, naquele momento, e no desejo de construir uma relação saudável, viva, companheira, para a vida toda”, conclui João, acrescentando ainda que, em sua opinião, todo segundo encontro deve ter “muita verdade, brilho nos olhos e honestidade. O resto se ajeita entre uma taça de vinho e um olhar mais ousado…”.

Fonte: http://www.bolsademulher.com/amor/materia/o_segundo_encontro/29621/3


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